A Verdade Por Detrás dos Gurus do VibeCoding: Quando a “Vibe” se Torna Mais uma venda da banha da cobra

Olá a todos!

Hoje vou falar de um fenómeno que tem invadido o meu feed do LinkedIn como uma praga digital: os auto-proclamados gurus do VibeCoding. Se ainda não ouviram falar, preparem-se para uma viagem pelo país das maravilhas da programação onde, alegadamente, basta ter “boa vibe” e falar com a IA como se fosse o vosso melhor amigo para se tornarem os próximos unicórnios da tecnologia.
Basicamente fartei-me. Fartei-me de pegarem em algo com muito potencial e simplesmente abusarem do formato sem saber que raio estão a fazer até ao formato cair no ridículo sem possibilidade de salvamento.

O Que É Este Tal de VibeCoding?

Para quem ainda vive debaixo de uma pedra (ou tem a sorte de não seguir influencers de tecnologia), o termo foi introduzido por Andrej Karpathy em fevereiro de 2025 e basicamente consiste em usar ferramentas de IA para programar sem ter de se chatear com pequenos detalhes como… entender o que se está a fazer, ou escrever código seguro. Coisas aborrecidas assim.

A promessa é sedutora: “Esqueçam sintaxe! Esqueçam algoritmos! Falem com o ChatGPT/Claude como se fosse o vosso avô simpático e voilà – são programadores!” É como dizer que se podem tornar chefs apenas dizendo ao Uber Eats o que querem comer.

A Invasão dos Profetas do Código Fácil

Nos últimos meses, o meu LinkedIn transformou-se numa feira medieval onde cada “guru” vende a sua poção mágica. Posts com títulos como “Como Criei uma SaaS de 6 Dígitos em 3 Dias Sem Escrever uma Linha de Código! ou Dei Acesso ao ChatGPT ao Meu Email e Ele Organizou a Minha Vida Toda” aparecem com a frequência de publicidade a casinos online.

Estes influencers têm uma fórmula bem oleada:

  1. O Testemunho Dramático: “Há seis meses era apenas um barista frustrado…”
  2. A Revelação Divina: “Até descobrir o VibeCoding!”
  3. O Resultado Miraculoso: “Agora tenho 47 apps na App Store e um Lamborghini rosa choque ou com faixas azuis!”
  4. O Call-to-Action: “Comprem o meu curso de €997 (desconto de €2000 só hoje!)”

O que mais me impressiona é a capacidade destes indivíduos de transformar o acto de copiar e colar código gerado por IA numa filosofia de vida completa, com direito a workshops, masterclasses e até retiros espirituais de programação (juro que já vi isto).

A Realidade Por Detrás da Cortina

Mas vejamos o que realmente acontece quando se segue esta metodologia revolucionária. Na semana passada, um “vibe coder” anunciou que o seu SaaS estava sob ataque, com subscrições a serem contornadas, chaves de API esgotadas e corrupção na base de dados. A sua confissão posterior foi reveladora: o negócio tinha sido construído inteiramente com assistência de IA e “zero código escrito à mão”.
Imaginem a surpresa! Quem diria que construir software sem entender o que se está a fazer poderia resultar em problemas de segurança? É como construir uma casa apenas mostrando fotos de casas bonitas ao pedreiro e depois ficar chocado quando o teto desaba.

Segundo experiências partilhadas no Reddit, o vibe coding pode ser “miserável para pessoas inexperientes”, principalmente quando as coisas correm mal e não se percebe os princípios fundamentais por detrás do código.

O Ecossistema da Ilusão

O que mais me fascina neste fenómeno é como se cristalizou um ecossistema complexo e auto-sustentável à volta desta ilusão coletiva. Como uma teia intrincada de interesses e motivações, cada protagonista desempenha o seu papel numa dança coreografada de esperanças inflacionadas e promessas vazias. Vejamos os principais atores desta peça contemporânea:

Os Influencers de Primeira Linha: Os Arquitetos do Sonho

Estes são os verdadeiros maestros desta sinfonia de ilusões. Programadores veteranos, com décadas de experiência e conhecimento técnico genuíno, que descobriram uma verdade perturbadora: vender sonhos é exponencialmente mais lucrativo do que ensinar realidades complexas. São os mais perigosos precisamente porque dominam ambos os mundos – conhecem intimamente as limitações da tecnologia, mas escolhem conscientemente obscurecê-las por trás de uma cortina de fumo feita de buzzwords e promessas grandiosas.

Com a precisão cirúrgica de quem conhece cada vulnerabilidade psicológica do seu público, constroem narrativas sedutoras onde a programação tradicional é apresentada como uma relíquia obsoleta, enquanto a IA surge como o santo graal que democratizará o desenvolvimento de software. São vendedores de esperança embalada em linguagem técnica suficientemente sofisticada para impressionar, mas deliberadamente vaga o bastante para nunca comprometer.

Os Convertidos Zelosos: Os Evangelistas da Nova Era

Entre os mais fascinantes habitantes deste ecossistema encontram-se os ex-programadores que abraçaram a religião do VibeCoding com o fervor missionário de quem descobriu que pode comer pizza ao pequeno-almoço sem consequências. Estes convertidos tardios tornaram-se os evangelistas mais vocais do movimento, publicando diariamente atualizações quase místicas sobre como a IA revolucionou não apenas o seu trabalho, mas toda a sua existência.

Nas suas narrativas pessoais, construídas com o cuidado de quem escreve uma autobiografia espiritual, pintam-se como visionários incompreendidos que tiveram a coragem de abandonar as “práticas arcaicas” da programação tradicional. Cada post é uma mistura de testemunho pessoal e ataque velado aos “tradicionalistas”, descritos como dinossauros tecnológicos presos num passado que se recusa a morrer. A ironia é palpável: muitos destes convertidos zelosos mal conseguiam implementar um algoritmo de ordenação sem consultar o Stack Overflow, mas agora posicionam-se como profetas de uma nova era tecnológica.

Os Novatos Desesperados: O Combustível do Sistema

No coração pulsante deste ecossistema encontramos os novatos desesperados, almas ambiciosas que querem desesperadamente entrar no mundo da tecnologia, mas procuram atalhos para evitar a árdua jornada do aprendizado real. Representam o público-alvo perfeito porque confundem sistematicamente a capacidade de gerar código com a capacidade de programar – uma distinção tão fundamental quanto a diferença entre saber recitar um poema e compreender a sua métrica e significado.

Estes aspirantes a desenvolvedores são atraídos como traças para a chama pelas promessas de transformação instantânea: “Torna-te programador em 30 dias”, “A IA fará todo o trabalho por ti”, “Programa sem saber programar”. São vítimas de uma cultura que vendeu a ilusão de que o sucesso pode ser alcançado sem esforço, onde a competência pode ser substituída por ferramentas e onde o conhecimento profundo é uma inconveniência dispensável.

Os Vendedores de Pás: Os Verdadeiros Vencedores da Corrida ao Ouro

Por fim, temos os mais pragmáticos de todos os participantes: aqueles que compreenderam que, em qualquer corrida ao ouro, os verdadeiros vencedores são sempre os que vendem as ferramentas aos mineradores. Estes empresários astutos construíram um império comercial à volta da sede coletiva por soluções mágicas, oferecendo cursos miraculosos, ferramentas revolucionárias e consultorias transformadoras.

O facto de alguém ter investido seis dígitos pelo domínio VibeCoding.com não é apenas um indicador do tamanho deste mercado – é um símbolo perfeito da nossa época, onde o valor percebido de uma marca construída sobre fundações de areia pode superar o valor real de conhecimento acumulado ao longo de décadas. Estes vendedores de sonhos digitais compreenderam uma verdade fundamental do marketing moderno: não vendem produtos, vendem identidades e futuros alternativos.

A Matemática da Monetização

Vamos fazer umas contas rápidas. Um curso de VibeCoding custa em média €500-1000. Se conseguires vender 100 cursos por mês (números muito conservadores para influencers com dezenas de milhares de seguidores), estamos a falar de €50-100k mensais. Adicionem a isto:

  • Sessões de coaching 1:1 (€200-500/hora)
  • Masterclasses VIP (€2000-5000)
  • Programas de afiliação de ferramentas de IA
  • Patrocínios de plataformas de desenvolvimento
  • Livros, podcasts, newsletters premium

Rapidamente chegamos a números de seis ou sete dígitos anuais. Não admira que toda a gente queira ser guru do VibeCoding! Senhores da AT onde andam?

Os Sinais de Alerta

Como identificar um charlatão do VibeCoding? Aqui estão alguns red flags:

Prometem Resultados Impossíveis: “Tornei-me senior developer em 30 dias!” – Se fosse assim tão fácil, não haveria escassez de programadores.
Desprezam o Conhecimento Técnico: “Não precisam de entender algoritmos, a IA faz tudo!” – É como dizer que não precisam de saber conduzir, o GPS faz tudo.
Histórias de Sucesso Vagas: “O meu aluno João criou uma startup unicórnio!” – Mas nunca mostram evidências concretas ou links para esses projetos miraculosos.
Urgência Artificial: “Só hoje! Depois aumento o preço!” – Técnica clássica de vendas que nada tem a ver com educação de qualidade.
Desprezo pelos “Tradicionalistas”: Qualquer crítica é rotulada como “mindset limitado” ou “resistência à mudança”.

O Abismo da Accountability

O que mais me perturba neste fenómeno não são apenas as ilusões vendidas ou os sonhos inflacionados, mas sim o vazio moral absoluto que se criou à volta desta narrativa. Estamos perante uma ausência total e sistemática de responsabilidade – um buraco negro ético onde as consequências das promessas grandiosas simplesmente desaparecem no éter digital, deixando apenas destroços e desilusões no seu rasto.

Os críticos mais perspicazes têm apontado consistentemente dois problemas fundamentais que emergem desta abordagem irresponsável: a falta crónica de responsabilização dos promotores e o risco exponencialmente aumentado de introduzir vulnerabilidades críticas de segurança no software resultante. Não estamos a falar de pequenos bugs irritantes ou de interfaces mal desenhadas – estamos a falar de falhas estruturais que podem comprometer sistemas inteiros, expor dados sensíveis de milhões de utilizadores, ou criar backdoors involuntárias que serão descobertas e exploradas anos mais tarde.

O Padrão da Fuga: Quando a Realidade Bate à Porta

A regularidade com que estes projetos de VibeCoding falham é tão previsível que se tornou num padrão sociológico fascinante. Falham com mais frequência do que desaparecem doces em festas infantis, deixando uma trilha de código quebrado, prazos perdidos e expectativas destroçadas. Mas aqui reside o aspeto mais insidioso desta dinâmica: quando o inevitável colapso acontece, onde estão exatamente os gurus auto-proclamados que prometeram que programar era “apenas uma questão de vibe” e que “a IA faria todo o trabalho pesado”?

Evaporam-se como névoa matinal. Desaparecem dos fóruns onde antes evangelizavam com fervor messiânico. Os seus perfis nas redes sociais, outrora repletos de proclamações revolucionárias, tornam-se subitamente silenciosos sobre o projeto falhado, pivotando rapidamente para a próxima tendência tecnológica ou, numa demonstração suprema de falta de vergonha, começam a promover a importância do “aprendizado através do fracasso” – uma versão corporativa sofisticada do clássico “eu avisei que era experimental”.

A Analogia da Condução Irresponsável: Um Paralelismo Assustador

Para compreender verdadeiramente a dimensão desta irresponsabilidade, imaginem por um momento um cenário paralelo no mundo físico. Suponham que um “professor” de condução, com certificações impressionantes penduradas na parede e um sorriso confiante, vos dissesse: “Esqueçam toda essa burocracia dos sinais de trânsito, das regras de precedência e dos limites de velocidade. Isso são convenções antigas de uma era ultrapassada! O que realmente importa é sentirem a estrada, conectarem-se com o veículo, deixarem a intuição guiar-vos. A condução moderna é sobre vibe, não sobre regras!”

Esta analogia não é apenas ilustrativa – é assustadoramente precisa. Tal como no código, as “regras de trânsito” da programação (princípios de design, padrões de segurança, práticas de teste, arquitetura sólida) não existem para limitar a criatividade ou complicar desnecessariamente o processo. Existem porque são o resultado cumulativo de décadas de acidentes, falhas e lições aprendidas da forma mais dolorosa possível.

O Momento da Verdade: Quando os Acidentes Acontecem

E depois, quando inevitavelmente causassem um acidente – talvez um múltiplas colisões na autoestrada, talvez apenas um pequeno toque num parque de estacionamento, mas sempre com consequências reais – o que faria este “professor” irresponsável? Desapareceria simplesmente, deixando-vos sozinhos com os destroços e as reclamações do seguro. Ou, numa demonstração ainda mais perversa de falta de integridade, reapareceria apenas para vos dizer, com um sorriso condescendente: “Ah, mas vocês não tiveram a vibe certa! Claramente não se conectaram adequadamente com a energia da estrada. Talvez precisem do meu curso avançado de ‘Condução Intuitiva Premium’ – apenas 297 euros!”

O Custo Humano da Irresponsabilidade Digital

Esta falta de responsabilidade não é apenas uma questão filosófica ou ética abstrata. Tem consequências tangíveis e muitas vezes devastadoras na vida real. Há developers júnior que desperdiçaram meses ou anos perseguindo estas miragens tecnológicas, apenas para descobrir que o tempo perdido os colocou numa desvantagem competitiva significativa no mercado de trabalho. Há startups que falharam porque confiaram em código gerado através destas metodologias “revolucionárias”, perdendo não apenas o investimento dos fundadores, mas também as poupanças de familiares e amigos que acreditaram no sonho.

Há sistemas críticos – em hospitais, em infraestruturas financeiras, em serviços públicos – onde vulnerabilidades introduzidas por esta abordagem “vibe-first” podem ter consequências que vão muito além de simples inconvenientes técnicos. Estamos a falar de vidas humanas, de segurança nacional, de estabilidade económica.

O Vácuo Moral: Onde a Ética Foi Programar

No centro desta problemática encontra-se um vácuo moral profundo e perturbador. A comunidade tecnológica, tradicionalmente orgulhosa dos seus princípios éticos e da sua responsabilidade social, parece ter criado uma zona livre de accountability onde as regras tradicionais de responsabilidade profissional simplesmente não se aplicam. É como se tivéssemos criado um universo paralelo onde as ações não têm consequências e onde as promessas podem ser quebradas sem qualquer prestação de contas.

Esta erosão da responsabilidade não aconteceu por acidente. É o resultado de uma cultura que valoriza a disrupção acima da competência, a inovação acima da integridade, e o crescimento rápido acima da sustentabilidade ética. É uma cultura onde “mover-se rapidamente e quebrar coisas” se tornou não apenas num slogan corporativo, mas numa filosofia de vida que justifica qualquer comportamento desde que seja embalado como “inovação”.

O Lado Negro da Gamificação

Estes influencers são mestres em gamificar o processo de aprendizagem de uma forma perigosa. Transformam a programação numa espécie de slot machine onde cada prompt bem-sucedido à IA é uma “vitória” que liberta dopamina.
O problema é que não há estrutura, não há progressão real, não há fundamentações sólidas. É como aprender a cozinhar apenas seguindo receitas do TikTok sem nunca entender porque é que certos ingredientes funcionam juntos.
A gamificação saudável ensina conceitos progressivamente e recompensa a compreensão. A gamificação tóxica recompensa atalhos e cria a ilusão de competência sem substância real.

A Cultura do “Fake It Till You Make It”

O VibeCoding alimenta-se da cultura moderna do “fake it till you make it”, mas leva-a a extremos perigosos. Uma coisa é fingir confiança numa apresentação, outra completamente diferente é fingir competência técnica quando se está a construir software que outras pessoas vão usar.
Muitos developers preocupam-se que, embora a IA possa facilitar o desenvolvimento rápido, também pode formar uma geração de programadores que não compreendem verdadeiramente o código que estão a “criar”.
É como se tivéssemos uma geração de “médicos” que apenas sabem usar o Dr. Google mas nunca estudaram anatomia.

A Ironia dos “Experts”

A maior ironia é que muitos destes gurus do VibeCoding são, na verdade, programadores competentes que simplesmente descobriram que é mais lucrativo vender ilusões do que ensinar realidades. Eles sabem programar, eles entendem os riscos, mas escolhem conscientemente omitir essas informações porque a verdade não vende cursos.
É como um chef com estrela Michelin que decide vender tutoriais sobre como fazer gourmet apenas com comida de micro-ondas. Tecnicamente pode resultar em algo comestível, mas chamar-lhe alta cozinha é pura charlatanice.

A Democratização vs. Dumbing Down

Não me interpretem mal – sou completamente a favor da democratização da programação. Ferramentas que tornam o desenvolvimento mais acessível são fantásticas. O problema surge quando se confunde “tornar acessível” com “eliminar a necessidade de aprender”.

A IA é uma ferramenta poderosa que pode ajudar programadores de todos os níveis a serem mais produtivos. Mas é uma ferramenta, não uma substituição para conhecimento e experiência. É como dizer que o Photoshop torna toda a gente designer – tecnicamente pode ajudar, mas sem fundamentos de design, os resultados serão sempre amadores.

O Futuro da Programação (A Sério Desta Vez)

O futuro da programação provavelmente incluirá muito mais colaboração com IA. Mas essa colaboração será mais eficaz quando feita por pessoas que compreendem os princípios fundamentais da programação, não por aquelas que apenas sabem fazer perguntas bonitas ao ChatGPT.

A IA é uma ferramenta muito valiosa, mas apenas isso. Algo que PODE ajudar se usada corretamente e no lugar certo, mas que também pode causar problemas quando se deixa correr desenfreadamente.

A verdadeira “vibe” na programação não é fingir que se pode ignorar décadas de boas práticas e principios fundamentais. A verdadeira vibe é:

  • Curiosidade intelectual para entender como as coisas funcionam
  • Humildade para reconhecer que programar é difícil e leva tempo a dominar
  • Responsabilidade pelo código que se escreve (ou se gera)
  • Ética profissional para não vender falsas esperanças a iniciantes

Se querem aprender a programar, fantástico! Usem todas as ferramentas disponíveis, incluindo IA. Mas façam-no com seriedade, invistam tempo a entender os fundamentos, e desconfiem de qualquer um que vos prometa atalhos mágicos.
E se encontrarem um “guru” do VibeCoding a prometer-vos que podem tornar-se senior developers em 30 dias apenas falando bonito com o ChatGPT, lembrem-se desta regra de ouro: se parece bom demais para ser verdade, provavelmente é.
A única “vibe” que realmente precisam é a vibe de trabalhar arduamente, aprender continuamente, e manter os pés bem assentes na realidade.

P.S.: Se algum guru do VibeCoding estiver a ler isto e se sentir ofendido, tenho uma sugestão: em vez de me mandarem DMs furiosas como de costume, que tal criarem um projeto real, com código real, que resolva problemas reais? Garanto que será muito mais construtivo do que vender mais um curso sobre como falar com a IA.

P.P.S.: Para os iniciantes genuínos: programar é uma skill fantástica e gratificante, mas como qualquer skill valiosa, requer tempo e dedicação. Não deixem que ninguém vos convença do contrário. A IA pode ser vossa aliada nesta jornada, mas não pode fazer a jornada por vocês.

E lembrem-se: a melhor forma de evitar charlatães é educarem-se. Quanto mais souberem sobre programação a sério, mais fácil será identificar quem está a tentar vender-vos gato por lebre.

Até ao próximo post.
Um abraço
Nuno